O que é Abertura, Exposição e ISO?

Mesmo que ISO, tempo de exposição e abertura já tenham sido abordados com profundidade nos módulos anteriores, esta retomada é essencial. Repetir e aplicar os conceitos em novos contextos ajuda a fixar o aprendizado e esclarecer dúvidas que surgem na prática. A fotografia noturna, por exemplo, exige domínio completo desses três elementos, e revê-los com novos exemplos tornará seu uso ainda mais natural.

2.1 ISO

O ISO é o quanto o sensor da câmera está sensível à entrada da luz — qual a sensibilidade do sensor para receber luz. Hoje vivemos uma revolução nas câmeras. Com as mais modernas, conseguimos trabalhar com 6400, 11800 e quase sem ruído. E no que isso ajuda? Você consegue fotografar um ambiente escuro com menos tempo de exposição e com menos abertura.

Depois, falaremos um pouco sobre o conceito de tempo de exposição e abertura para quem não fotografa ainda. Mas esse é o principal ponto: precisamos dessa sensibilidade da câmera com baixa luminosidade para poder fazer esse tipo de fotografia.

Para quem pretende fotografar com celular: o celular também tem ISO. A gente não enxerga isso, mas ele já coloca uma configuração automática. Sabe aquele momento que você pega o celular à noite para fotografar uma cena, e consegue ver a imagem mais clara do que com seus próprios olhos? Aquilo é o celular mexendo no ISO, aumentando a sensibilidade do sensor para captar mais luz. E é isso que a câmera faz também.

E mesmo falando de câmeras, o light-painting pode ser feito com qualquer coisa. Podemos usar celular, câmera — conseguimos fazer com tudo hoje em dia.

Quais são as vantagens? Quando você aumenta o ISO, aumenta a sensibilidade à luz. Isso diminui o tempo de exposição.

Quando há pouca luz, precisamos de um meio para captar essa luz. Podemos aumentar o ISO, a sensibilidade do sensor, ou o tempo de exposição da câmera. Por exemplo, ao começar a fotografar, você aperta o botão e o sensor fica aberto por um tempo longo — 1 segundo, 2, 10, 20 ou até 30 segundos. No celular, vemos aquele contador: “um, dois, três…” — ele está fotografando por esse tempo.

Às vezes, não queremos fotografar uma cena por 3 segundos. Por exemplo, um carro passando: você quer evitar o movimento desfocado. E o que acontece ao aumentar o ISO? Você tem menos rastros de movimento. A desvantagem é o ruído — aqueles “grãozinhos” que aparecem na foto. E também há perda de nitidez da imagem por causa disso.

Como muita gente não fotografa com câmera profissional, mostramos bastante exemplo com celular. Tanto quem fotografa quanto quem não fotografa usa celular hoje em dia. Quando você fotografa à noite e vê que a foto não fica tão nítida, com “grãozinhos”, isso é o ruído. Ou seja, a desvantagem é: menos rastros de movimento — falaremos sobre isso mais adiante.

Abaixo você vê uma foto de exemplo. É na Avenida Paulista. Os carros estavam em movimento, e a foto foi feita com a câmera. Não era para os carros ficarem desfocados. Quem já viu foto noturna sabe que, quando o carro está em movimento, ele deixa aquele rastro de luz.

Foto © Ricardo Takamura

Nessa foto, era para os carros ficarem estáticos. Foi usado ISO 6400 nesse dia, e a abertura da câmera estava em f/2.8, usando um tempo de exposição bem curto. Ainda falaremos sobre abertura também.

Aqui está outro exemplo bastante apreciado: uma cerâmica confeccionada com a técnica de cunha. Ela é colocada dentro de um tambor e, ao ser retirada, encontra-se incandescente. No entanto, essa incandescência é mantida por apenas 3 a 5 segundos antes de perder o brilho. A intenção era que esse momento fosse fotografado, mas o uso de tripé não foi viável. Quando a longa exposição é realizada, a câmera não pode ser mantida estável manualmente, pois movimentos involuntários das mãos comprometem a nitidez da imagem.

Foto © Ricardo Takamura

Como não foi possível montar o tripé, a câmera precisou ser segurada manualmente. O ISO foi ajustado para um valor bem alto e o tempo de exposição foi limitado ao máximo que pôde ser sustentado sem tremer. Em seguida, a cerâmica foi colocada sobre a palha, e o fogo foi aceso com o calor gerado. Esse foi considerado um outro momento do ensaio.

Foto © Ricardo Takamura

Para evitar que a foto ficasse totalmente superexposta, o ISO foi novamente reduzido, mas não a ponto de perder a capacidade de registrar os detalhes das chamas. Caso o tempo de exposição fosse mantido por um período muito longo, os detalhes acabariam sendo borrados, resultando em um efeito semelhante ao de luzes de carros em movimento.

Foto © Ricardo Takamura

Essa é outra fotografia noturna. Como a intenção era fotografar à noite com as pessoas em posição estática, sem registrar movimentos indesejados, foi necessário trabalhar com valores de ISO bem elevados.

Estes são alguns exemplos do porquê usar ISO alto. Está sendo abordada a fotografia noturna urbana, pois esse é o tema tratado. O ISO alto é utilizado para que as imagens sejam congeladas e para que os efeitos de movimento sejam reduzidos.

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